Brasil é exemplo de reciclagem de embalagens do campo

reciclagem de embalagens

Brasil ostenta o título de maior reciclador de embalagens de defensivos agrícolas no mundo

De janeiro a novembro de 2014, mais de 40 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas foram destinadas de forma ambientalmente correta no Brasil. O número é 7% maior se comparado ao mesmo período de 2013. Um levantamento do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) aponta que, nesse período, 14 estados apresentaram crescimento na quantidade destinada. As maiores cargas saíram do Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e Minas Gerais.

O bom resultado é fruto de um trabalho em conjunto que envolve fabricantes, distribuidores e produtores rurais do país. Maria Helena Calado é gerente de Sustentabilidade do Inpev e explica: “Ao comprar os defensivos agrícolas, o produtor possui o prazo de um ano para devolver as embalagens vazias no mesmo estabelecimento onde as adquiriu. Ao retorná-las, recebe um comprovante de devolução que deve ser guardado por 12 meses. A indústria, por sua vez, é responsável pelo transporte do material, que, ao chegar às estações de reciclagem, são transformados em tubos e outros produtos plásticos que retornarão ao mercado”.

De acordo com a executiva, o sucesso do sistema se deve à existência de uma lei que atribui responsabilidade a todos os elos da cadeia, aos altos investimentos em educação, à conscientização dos envolvidos e aos sistemas de informação para a tomada de decisões mais eficientes. “Mesmo com nossas dificuldades logísticas, o Brasil é campeão mundial na destinação correta desse tipo material e, por isso, é considerado um benchmarking”, completa.

A Monsanto faz parte do grupo de indústrias associadas ao Inpev.  Por meio do instituto, a empresa distribui materiais que auxiliam na conscientização dos produtores sobre a importância de preservar o meio ambiente e manter as lavouras sustentáveis. “O trabalho é bastante efetivo e feito com cartilhas, manuais, vídeos e cursos virtuais que representam os membros da iniciativa”, afirma Luciano Fonseca, gerente de Gestão Responsável de Produtos e Tecnologias da Monsanto.